Olívia Clara Pena é bióloga de formação/FCUP. Mãe, professora e poeta. O fascínio pela poesia surge precocemente na sua vida. Tem registada a obra literária de poesia Amor e outros desencontros, no IGAC. Participou em vários trabalhos coletivos de poesia, em Portugal e no Brasil, como coautora. Atua em colaboração com coletivos de diversas áreas, em uma prática multidisciplinar entre o canto, o teatro, a música, a poesia e a ilustração.
Obra de referência:
“Longa pétala de mar”
Autor: Isabel Allende
Isabel Allende propõe-nos uma intensa viagem pela história mundial e uma tocante viagem emocional ao universo de cada uma das personagens. Personagens fortes, resilientes, de uma enorme profundidade e com vidas atormentadas e singulares, como é caraterístico nos romances da autora.
A guerra civil em Espanha obriga muitos a abandonar o país e a recolher-se em campos de refugiados em França. Entre eles, encontra-se Roser, uma jovem viúva que estando grávida atravessa, corajosamente, os Pirenéus nessa fuga.
Roser e o irmão do seu falecido marido, Vitor, conseguem, em França embarcar no Winnipeg, um navio fretado pelo poeta Pablo Neruda, que transportou mais de 2 mil espanhóis refugiados até ao Chile.
Usando as palavras do poeta Pablo Neruda, relativamente aos vistos conseguidos e ao momento do embarque dos refugiados espanhóis rumo ao Chile, que ele como diplomata foi responsável por viabilizar
“Que a crítica apague toda a minha poesia, se assim o entender. Mas o poema que hoje recordo ninguém poderá jamais apagá-lo.”
Um relato dos horrores da guerra e do drama dos refugiados, os de ontem e os de sempre, e também da esperança, da luta, da persistência e coragem por uma vida possível e de crença num mundo melhor, mais justo, humano e igualitário.
Extraordinário romance de leitura obrigatória!
Sugestões de livros e leituras:
“Rebeca”, Daphne Du Maurier
“As Mulheres do Meu Pai”, José Eduardo Agualusa
“A tia Júlia e o escrevedor”, Mario Vargas Llosa
“Crónica do rei pasmado”, Gonzalo Torrente Ballester
“Cemitério de pianos”, José Luís Peixoto
“A importância do pequeno-almoço”, Francisca Camelo
“Mar morto”, Jorge Amado
“O velho que lia romances de amor”, Luis Sepúlveda