O Serviço Municipal da Proteção Civil da Câmara de Paredes solucionou 185 casos de ninhos de vespa asiática entre outubro e dezembro do ano passado.
No balanço da atividade, a Proteção Civil da autarquia indica que recebeu, ao longo do último ano, 399 comunicações de localização de ninhos de vespas asiáticas no concelho de Paredes.
Recorde-se que “a Câmara de Paredes dispõe de equipa própria, composta por quatro elementos com formação especializada, para fazer face a esta praga, que tem alastrado um pouco por todo o país”, sublinha o vereador do Pelouro da Proteção Civil, Elias Barros.
Em Portugal a capacidade de reprodução da vespa asiática tem sido “impressionante”, afirma Elias Barros, “o que levou o Governo a reequacionar o programa de combate à vespa asiática com base numa comissão de acompanhamento para avaliar a estratégia para fazer face a esta espécie invasora. No município de Paredes o combate a esta praga tem sido uma prioridade”.
Segundo o Serviço da Proteção Civil da autarquia paredenses, “o extermínio dos ninhos de vespa asiática é efetuado à noite, mas torna-se necessária a verificação do local sinalizado durante o dia para preparar a forma de atuação, que envolve, de resto, a equipa a tempo inteiro. As técnicas utilizadas são o uso de fogo e, na ausência dessa possibilidade, a utilização de inseticidas”.
Em alguns casos, se houver necessidade de precaver a ocorrência de incêndios ou de utilizar autoescadas é solicitada, para o efeito, a colaboração dos bombeiros.
Note-se que cerca de 10 por cento dos 399 contactos referem-se a outras espécies, avistamentos e diversas situações de vespeiros inacessíveis.
A presença em Portugal da vespa velutina foi reportada pela primeira vez em 2011. Trata-se de uma espécie asiática com uma área de distribuição natural pelas regiões tropicais e subtropicais do Norte da Índia ao leste da China, Indochina e arquipélago da Indonésia.