Henrique Silva nasceu em Paredes, em 1933, e fez-se artista plástico em Paris. Regressou recentemente a Paredes para expor, na Casa da Cultura, 30 obras de pintura e escultura que compõem parte do seu trabalho realizado entre 1996 e 2017.
A mostra “Histórias de um Paredense Emigrado” reúne trabalhos dos últimos 20 anos de Henrique Silva e está patente até ao dia 12 de agosto.
A viver em Gondar, Vila Nova de Cerveira, Henrique Silva confessa que regressa a Paredes “com muito gosto" para realizar esta mostra. "Convidaram-me para fazer esta exposição e eu aceitei de imediato”, revela o pintor.
Para o presidente do Município de Paredes, Alexandre Almeida, "a mudança de paradigma em Paredes passa naturalmente pela cultura e pela aposta de acolher exposições, na Casa da Cultura e noutros locais, de pintores e artistas plásticos prestigiados a nível nacional e internacional, como é o caso do paredense Henrique Silva".
Henrique Silva foi cofundador e diretor da Bienal de Cerveira de 1995 a 2008. Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris de 1961 a 1963 e frequentou a École Superieur de Beux-Arts de Paris. Licenciou-se pela Universitée de Paris VIII, em 1977 em Artes Plásticas para o Ensino.
Da sua história de vida recorda o convívio com grandes nomes da pintura francesa e o trabalho com Maria Helena Vieira da Silva e Árpád Szenes.
Foi ainda diretor executivo da Árvore - Cooperativa de Actividades Artísticas, de 1978 a 1995, presidente da Projecto, Núcleo de Desenvolvimento Cultural e diretor do Museu de Arte Contemporânea da Bienal de Cerveira. É diretor do Curso Superior de Artes e Multimédia da Escola Superior Gallaecia, desde 2009 e também presidente do Conselho Científico da Escola Superior Gallaecia.
Já realizou mais de 50 exposições individuais e 200 exposições coletivas em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Estados Unidos, entre outros países.