Os Romanos acreditavam que o auxílio e a proteção das suas comunidades dependiam dos deuses. Nas orações de súplica prometiam-lhes algo em troca se o favor fosse concedido, designadamente pequenos altares ou aras.
As aras de Santa Comba testemunham essas práticas religiosas e terão sido transportadas de algum povoado da região Mineira das Banjas, para junto da capela de Santa Comba, da freguesia da Sobreira, onde se encontram atualmente. Em 1922, o estado de conservação de uma das aras já dificultava a leitura da sua inscrição, deixando algumas dúvidas quanto à sua interpretação.
Nessa altura, José Leite de Vasconcelos interpretava como sendo uma ara funerária, posteriormente considerada como votiva à deusa Calaiciae e estudos mais recentes voltam a entende-la como funerária.