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Assembleia Municipal de Paredes aprovou contas de 2019

28 Junho 2020

As contas da Câmara referentes a 2019 foram aprovadas por maioria pela Assembleia Municipal com 27 votos a favor, sete contra e seis abstenções. Cumprindo as normas da DGS, a reunião realizou-se este sábado, 27 de junho, no Centro Escolar de Paredes.

O Presidente do Município, Alexandre Almeida, assume que as contas de 2019 refletem mais um ano “rigoroso, transparente e eficaz”, envolvendo todos os responsáveis e colaboradores da autarquia, o que permitiu uma poupança a vários níveis. Isso fez com que fosse possível baixar o passivo da Câmara Municipal de 2017 para 2018, em 7 de milhões de euros e de 2018 para 2019, em mais de 8 milhões de euros. "Em dois anos o passivo da autarquia reduziu mais 15 milhões de euros. Parece coisa pouca, mas são 625 mil euros por mês”, frisou Alexandre Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Paredes.

Refira-se, ainda, que o passivo em 2017 foi de 103 milhões de euros e em 2019 ficou em cerca de 88 milhões de euros. “Conseguiu-se uma poupança num contexto em que a autarquia tem vindo a perder receita, com a baixa do IMI de 0,4% para 0,33% o que representa uma perda de receita anual de 2 milhões de euros”, destaca Alexandre Almeida.

Em 2019, e pela primeira vez na Câmara Municipal, não foi usado o empréstimo de curto prazo. O que se traduz numa redução de 20% dos juros bancários pagos de 2018 para 2019. As dívidas a fornecedores reduziram 5,1 milhões de euros face a 2017 e os pagamentos em atraso diminuíram 2,8 milhões de euros em relação a 2017, ou seja, “estas contas mostram uma gestão financeira equilibrada e poupança a vários níveis, sem nunca deixar de executar um Quadro Comunitário de Apoio que estava por utilizar”, refere Alexandre Almeida.

De sublinhar também que neste contexto conseguiu-se aumentar o património da Câmara de Paredes, a título de exemplo foi adquirido todo o Complexo das Laranjeiras e o edifício da Antiga Adega Cooperativa de Paredes.

Para o Presidente da Câmara, “não fosse saneamento das contas, a autarquia não teria capacidade para gastar 400 mil euros em computadores e entregá-los às escolas para distribuir pelos alunos dos agregados mais carenciados, durante a fase da pandemia da COVID-19”.

Alexandre Almeida sublinha ainda que “tem sido feita uma gestão equilibrada, as contas evidenciam isso mesmo e isso é que permitiu estar a lançar as obras que estamos a lançar e a realizar agora. Este é o caminho que nos permitiu fazer uma coisa que nunca tinha sido feito até agora que é colocar dinheiro nas mãos dos presidentes de junta de freguesia para que consigam fazer obra nas suas freguesias”.

Conteúdo atualizado em29 de junho de 2020às 01:34
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