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Parque das Serras do Porto celebra 10 anos

20 Abril 2026

O Parque das Serras do Porto assinalou uma década esta segunda-feira, 20 de abril. Na sessão comemorativa, o Presidente do Conselho Executivo da Associação de Municípios Parque das Serras do Porto e da Câmara Municipal de Paredes, Alexandre Almeida, acompanhado do Presidente da Câmara Municipal de Valongo, Paulo Esteves Ferreira, felicitou os fundadores desta associação intermunicipal e salientou o trabalho dos técnicos dos três municípios (Gondomar, Paredes e Valongo).

Alexandre Almeida afirmou que “O Parque é de todos” e que “ao longo destes 10 anos o trabalho não foi fácil, mas tem dado resultados. A equipa de gestão do Parque das Serras tem estado atenta aos projetos cofinanciados, nomeadamente, no âmbito do LIFE e do PT 2030”.

É importante assinalar ainda “o grande envolvimento na gestão do Parque das Serras do Porto dos proprietários dos terrenos, das Câmaras, das juntas de freguesia, das escolas, das Universidades, dos habitantes, dos voluntários e dos visitantes”, refere o autarca.

A Associação de Municípios Parque das Serras do Porto é constituída pelas Câmaras de Paredes, Valongo e Gondomar. Este projeto intermunicipal que tem vindo a transformar cerca de 6.000 hectares num dos principais “pulmões verdes” da região do Porto. A iniciativa teve origem em 2014, com a visão de uma gestão conjunta das serras dos municípios de Gondomar, Paredes e Valongo, sendo formalizada a 18 de abril de 2016 com a criação da Associação de Municípios Parque das Serras do Porto. Em 2017, foi alcançado um marco decisivo com a classificação do território como Paisagem Protegida Regional, posteriormente integrada na Rede Nacional de Áreas Protegidas.

Ao longo da última década, o Parque foi crescendo de forma sustentada, assente numa forte aposta no conhecimento do território e no envolvimento do meio académico, do tecido associativo e de parcerias público-privadas. Este conhecimento tem vindo a sustentar intervenções cada vez mais eficazes no terreno, permitindo a evolução contínua dos projetos e das dinâmicas implementadas.

Neste percurso, o território foi alvo de uma transformação significativa, baseada numa estratégia integrada de conservação da natureza, valorização da paisagem e envolvimento da comunidade. Destacam-se cerca de 500 hectares intervencionados no âmbito da gestão florestal ativa e do restauro ecológico, bem como a plantação de mais de 110 mil árvores e arbustos autóctones.

A aposta na monitorização científica e em trabalhos académicos permitiu aprofundar o conhecimento sobre o território. Em paralelo, a promoção de iniciativas de ciência cidadã contribuiu para a identificação de mais de 1.100 espécies, com base em mais de 4.100 registos de biodiversidade, envolvendo centenas de cidadãos.

Grande parte desta evolução foi impulsionada por projetos financiados, com destaque para o LIFE Serras do Porto, que representa um investimento de cerca de 3,6 milhões de euros, centrado na adaptação às alterações climáticas e na regeneração dos ecossistemas. A este junta-se o projeto Serras do Porto Natura 2030, financiado pelo NORTE 2030, com um investimento aproximado de 1,7 milhões de euros, reforçando a intervenção ao nível da conservação da biodiversidade e da resiliência ecológica.

De salientar ainda a reabilitação ecológica dos rios Ferreira e Sousa, o controlo sistemático de espécies invasoras, ações de reflorestação com espécies autóctones e a valorização da economia local, nomeadamente através do Selo Produto das Serras do Porto.

Integrando uma área com mais de 2.500 hectares classificados na Rede Natura 2000, o Parque alberga habitats e espécies de elevado valor ecológico, como a salamandra-lusitânica, símbolo deste território. Mais do que um projeto ambiental, o Parque das Serras do Porto afirma-se hoje como um exemplo de cooperação intermunicipal e de envolvimento cívico, mobilizando municípios, escolas, universidades, associações e cidadãos em torno de uma visão comum.

Dez anos depois, o Parque das Serras do Porto continua a evoluir, com novos investimentos e intervenções no terreno, reforçando o seu papel na conservação da natureza, na sustentabilidade, na adaptação às alterações climáticas e na valorização deste território para as gerações futuras.

Em 10 anos, o Parque das Serras foi dotado de mais de 230 quilómetros de trilhos com 24 percursos e 48 pontos de interesse devidamente assinalados, que atravessam e ligam as Serras dos 3 Municípios que formam a Associação.

Recorde-se que no Plano de Gestão foi promovida uma intensa reflexão, debate e definição de prioridades e expectativas para o território, através de um processo participativo que permitiu perceber que há uma grande dinâmica no Parque das Serras. Do processo participativo surgiu, por exemplo, o Clube das Escolas e os Encontros com o Parque, iniciativas que são testemunho do envolvimento cívico da comunidade nas Serras do Porto. Destacam-se as ações de voluntariado, as formações, saídas de campo, caminhadas entre outras atividades.

Conteúdo atualizado em20 de abril de 2026às 19:09
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