Há mais de meio século à procura de respostas para as suas inquietações, à procura de si mesmo, à procura da sua existência e da sua razão de ser neste breve percurso pelo mundo.
Uma inquietação constante levou-o a questionar as mais diversas situações através da escrita.
Na poesia e na prosa procurou respostas que desvendassem todas as suas emoções da vida e reflexões interiores.
Uma visão arguta e crítica levou-o ao mundo da fotografia, onde, através da objetiva, procurou captar com desassossego e paixão, imagens do quotidiano que o inquietavam e que espelham bem as contradições de uma sociedade que se queria mais justa e equitativa.
…Mas as palavras não chegaram.
…As imagens não bastaram.
Procurou então na tela, onde através do pincel e da cor, procura dar vida e fazer repercutir o seu grito de revolta, e de impotência, perante as contradições da vida… e da sociedade.
Mas nem assim esse desassossego amainou. Por fim, voltou-se para a “escultura” e “gravura” para através dela fazer chegar mais longe?... as suas inquietações e interrogações.
Este grito ouviu-se pela primeira vez na hora quinta, da madrugada do dia 27 de Março de 1954, e desde então, transporta consigo esta inquietação impertinente e… este nome:
Serafim Ferreira
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