É em Amarante com 11 ou 12 anos que, percorrendo com muita assiduidade as salas do Museu Amadeu de Sousa Cardoso, me apaixono pela pintura.
Em 2012, começo na FBAUP, onde experimento, inicialmente, todas as técnicas de pintura. O óleo é escolhido como material de eleição. O realismo é adotado, desde o início. A figura humana fascina-me. À medida que vou pintando, cada vez mais a ironia está presente na minha obra.
Crio sempre uma imagem inicial, algo que dê ao observador a possibilidade de pensar e criar uma livre interpretação. Uso frequentemente a minha própria imagem.
Deixo que a minha mão e a minha mente não se sintam comprometidas com a imagem e curiosamente converge sempre no fim acima referido.
Gosto que o observador se questione sobre o que lhe é mostrado.
Os meus principais inspiradores serão sempre o meu pai, que, com o seu excelente bom humor, me deu uma grande lição de vida, os pintores António Carneiro e Acácio Lino e o caricaturista Manuel Monterroso, as minhas primeiras referências na pintura e que desde sempre admirei.
Cristina Sardoeira